A diferença entre dieta e reeducação alimentar (e qual é mais eficiente)

ANA CAROLINA  8 DE MAIO DE 2018

Na desesperada vontade de perder peso de forma rápida e fácil, muitas pessoas se afundam em dietas malucas e sem nenhum fundamento que prometem secar incontáveis quilos em um intervalo de tempo muito pequeno. Muitas, de fato, funcionam – quem se arrisca até consegue emagrecer o que desejava em um curto período.

O problema é que as dietas que prometem resultados milagrosos rapidamente, na maioria dos casos, são extremamente restritivas, nem um pouco saudáveis e levam ao que chamamos de efeito sanfona, que acontece quando o corpo recupera todo o peso perdido pouco tempo após voltar ao cardápio de antes.

Isso acontece porque, ao diminuir muito a ingestão calórica, o organismo percebe que o corpo está recebendo menor quantidade de alimento e entra em um “modo de emergência”desacelerando o metabolismo e gastando menos energia.

Quando a dieta acaba, o metabolismo, que se acostumou com a ingestão alimentar pequena, começa a estocar a energia extra em forma de gordura, fazendo o corpo recuperar todo o peso perdido. A longo prazo, isso leva o organismo a criar uma resistência à perda de peso, tornando o processo de emagrecimento cada vez mais complicado.

Por isso, quem quer perder peso de forma saudável e duradoura deve deixar as dietas de lado e investir na reeducação alimentar – que também favorece o emagrecimento, mas não prejudica a saúde e não leva ao efeito sanfona.

Mas qual é a diferença?

Enquanto as dietas têm prazo de validade determinado e são baseadas em um cardápio restrito, a reeducação alimentar é uma forma de educar o cérebro para aprender a se alimentar melhor, utilizando os alimentos de forma inteligente e saudável, sem se privar de nada e sem passar fome.

Na reeducação alimentar, a perda de peso acontece sem sacrifícios e os quilos perdidos não retornam, já que os hábitos alimentares são mudados de forma definitiva. Essa é a melhor forma de perder peso: é possível comer de tudo, contanto que respeite as quantidades permitidas.

Além disso, enquanto as dietas restritivas são pobres em nutrientes e prejudicam a saúde, a reeducação alimentar ajuda a aumentar a qualidade de vida e é usada, inclusive, no tratamento de algumas doenças, como diabetes e pressão alta.

E como começar uma reeducação alimentar?

Diferente das dietas, começar uma reeducação alimentar não é difícil e não requer muito esforço – não é preciso se privar de comer na rua, nem gastar dinheiro com alimentos fit, muito menos preparar receitas complicadas.

O processo consiste, basicamente, em entender quais alimentos fazem bem para o corpo, quais não são tão positivos assim e como encaixá-los na rotina de forma correta, respeitando a quantidade permitida.

O primeiro passo é conhecer os quatro grupos alimentares: os alimentos amigos, os alimentos aceleradores, os alimentos moderados e os alimentos sabotadores. Tendo consciência da diferença entre eles, é possível estipular um cardápio balanceado que favorece a perda de peso e a manutenção de uma boa saúde, oferecendo ao corpo todos os nutrientes que ele realmente precisa para se manter em bom funcionamento.

Alimentos amigos

Os alimentos amigos são a chave de uma alimentação saudável e não devem ficar de fora do cardápio. Eles ajudam a emagrecer e seu consumo é liberado – podem inseridos em todas as refeições, na quantidade necessária para alcançar a saciedade.

Exemplos: hortaliças, verduras, leguminosas, cogumelos, aves, carnes magras, ovos, entre outros.

Alimentos aceleradores

Responsáveis por acelerar o metabolismo, eles favorecem a perda de peso e devem ser utilizados pelo menos uma vez por dia.

Exemplos: gengibre, café sem açúcar, canela, guaraná em pó, pimenta, chá mate, entre outros.

Alimentos moderados

Como o próprio nome já sugere, estes alimentos devem ser usados com moderação. Seu consumo não é totalmente liberado, mas também não é proibido. Inclusive, por serem ricos em vitaminas e minerais, é imprescindível que eles sejam incorporados na dieta.

Exemplos: raízes, cereais, oleaginosas, frutas, óleos, entre outros.

Alimentos sabotadores

Culpados por atrapalhar o processo de emagrecimento, os alimentos sabotadores devem ser evitados sempre que possível. Entretanto, o consumo não é censurado – é permitido comê-los em quantidade limitada, de forma que não interfira no restante da alimentação.

Exemplos: pães, massas, farinhas, bolos, açúcar, temperos e molhos prontos, bebidas alcoólicas, refrigerantes, entre outros.

Como montar o cardápio?

Não existe um jeito certo de montar um cardápio para a reeducação alimentar. Como o objetivo é seguir com a alimentação regrada pelo resto da vida, é importante que cada pessoa estipule o que vá comer, de forma que as refeições se tornem um momento prazeroso.

Mas é preciso respeitar a quantidade estipulada de cada grupo alimentar e variar os tipos de alimentos diariamente. Assim, é possível absorver uma maior quantidade de nutrientes, além do processo não ficar cansativo.

Pensando nisso, o ator Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andrea Santa Rosa, criaram um programa alimentar para que qualquer pessoa consiga comer de forma balanceada em casa ou na rua, em todas as refeições do dia.

Vida Funcional traz um plano alimentar de 12 semanas (que pode ser seguido por tempo indeterminado) com a divisão dos grupos de alimentos. Assim, é possível montar um cardápio personalizado da maneira que cada pessoa achar melhor, variando dia após dia.

O programa ensina tudo sobre os alimentos e sobre a quantidade indicada para consumir cada um deles e conta, também, com um cardápio funcional completo para guiar todas as refeições do dia. Além disso, oferece mais de 200 receitas funcionais para tornar o processo ainda mais fácil e prático.

O Vida Funcional é a prova de que é possível perder peso de forma simples e saborosa, sem passar fome. Se interessou? Confira mais informações aqui.

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